sexta-feira, 28 de maio de 2010

Astrofoto: nuvens e estrelas desfilam no topo do vulcão Cotopaxi


Vídeo timelapse (acelerado) feito com diversas imagens estáticas

mostra um verdadeiro desfile celeste acima do Vulcão Cotopaxi, no Equador.



(Apolo11) Elevando-se a 5897 metros de altitude sobre o sul da cidade de Quito, o vulcão Cotopaxi é a segunda maior montanha do Equador. Sua última demonstração de atividade ocorreu em 1975 e devido à beleza e simetria ímpares atrai turistas de todo o mundo. Apesar de não estar em atividade neste momento, Cotopaxi também cativa os visitantes pelo movimento contínuo dos astros que desfilam acima de seu cume.

Na última semana, Cotopaxi recebeu a visita de Stéphane Guisard. O francês logo se encantou pela montanha e imediatamente tratou de arrumar um jeito de fotografar aquela obra da natureza. Mas do seu jeito.

Guisard é engenheiro em óptica e desde 1994 trabalha nesta profissão junto ao telescópio VLT (Very Large Telescope ou Telescópio Muito Grande), localizado no deserto do Atacama, no Chile. Além de especialista em óptica ativa, Guisard também é astrônomo amador e um dos seus maiores passatempos é fazer fotografias do céu.

A sequência de imagens mostrada foi feita durante uma noite de observação e nela o majestoso vulcão parece ganhar vida. Na cena, assim que as nuvens desaparecem o céu é preenchido por estrelas que parecem rotacionar sobre o pico nevado de Cotopaxi. O desfile de conhecidos objetos é constante e podemos identificar facilmente uma faixa da Via Láctea, a nebulosa Saco de Carvão e nosso velho e querido Cruzeiro do Sul.

Além de objetos celestes, o céu também é riscado em todas as direções por satélites artificiais. Digno de nota é o momento em que a visão é interrompida pelas nuvens, que após se dissiparem revela o céu salpicado de estrelas. No final do vídeo um brilhante avião passa sobre o topo do Cotopaxi, deixando uma trilha residual que dura alguns segundos até desaparecer.


O astrofotógrafo Stéphane Guisard em um dos trabalhos de campo, no deserto do Atacama, no Chile. Crédito: Nasa/Youtube/Stéphane Guisard.

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