segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Lua Cheia vista de Barra Santa Lucia


Carlos Crossat

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

IC434 - NGC 2024 - Nebulosa Cabeça de Cavalo e arredores


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

NGC 2070 - Nebulosa de Tarântula com técnica Bicolor

Marcelo G. Salemme (clique na imaghem para detalhes)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Filmando a Lua com Galileoscópio e webcam


Tutorial sobre como usar um Galileoscópio e uma webcam para filmar a Lua. Elaborado pelo professor Ricardo Cavallini:

http://www.pontociencia.org.br/experimentos-interna.php?experimento=674&USANDO+O+GALILEOSCOPIO+PARA+FILMAR+A+LUA

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O céu à distância de um "clic" – a astrofotografia de Miguel Claro


(Obvious mag) Planetas distantes que se conjugam ao longo do céu crepuscular de uma praia paradisíaca. A lua a brilhar assustadoramente, como nunca antes se viu. Estrelas a rodopiarem como bailarinas, deixando um rasto brilhante por onde passam. A astrofotografia tem tanto de ciência como de arte e há quem faça desta aliança a sua eterna paixão. Bem-vindos ao mundo secreto do astrofotógrafo Miguel Claro.

O quadro é montado pela natureza, com o dia a fugir para o outro canto do globo e a noite a intrometer-se sorrateiramente. Em baixo, o contributo humano para o cenário: é a ponte 25 de Abril, esticando os seus dois quilómetros de metal sobre as calmas águas do rio Tejo. Embora semelhante à lendária ponte Golden Gate de São Francisco, nos EUA, o retrato não deixa enganar... estamos mesmo em Lisboa. Para expulsar qualquer dúvida, o amarelo fluorescente das luzes eléctricas dá-nos os sinais de vida da sua zona ribeirinha.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A ISS cruzou o disco lunar

SpaceWeather.com (foto de Béla Vingler of Győrújfalu)



(Física na Veia) A belíssima foto acima mostra a silhueta da ISS - Estação Espacial Internacional passando diante do disco lunar. A ISS , um dos inúmeros satélites terrestres artificiais, encontra-se atualmente a uma altitude de pouco mais de 355 km da Terra. A Lua, nosso único satélite natural está muito mais distante pois tem o seu centro a uma distância média de 384.000 km do centro da Terra.

Para conseguir uma foto dessas, além do equipamento (um bom telescópio acoplado a uma câmera digital), também é preciso saber o momento exato em que a ISS vai passar diante da Lua. Para isso é necessário um software que simule as posições de satélites para descobrir em que dia e horário o fenômeno acontecerá e preparar-se o registro.

Na internet você encontra softwares gratuitos e até sites (como o Heavens-Above ou o Live Real Time Satellite Tracking) que fazem tracking de satélites. Faça uma busca no Google por "satellite tracking". Mesmo se você não for fotografar, de locais bem escuros dá para observar a passagem de alguns satélites que aparentemente são "bolinhas luminosas" contra o fundo negro do céu noturno. Diversão garantida para noites de céu limpo!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Ocultação de Vênus pela Lua


Kerneels Mulder / Space Weather
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Mais sobre a ocultação no AstroPT

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Observatório britânico anuncia vencedores de concurso de fotografia

Uma das fotos vencedoras do concurso do observatório de Greenwich, em Londres; exposição vai até fevereiro de 2011



(Folha) O concurso de fotografia organizado pelo observatório britânico Royal, em Greenwich, Londres, divulgou os vencedores que concorreram em diversas categorias neste ano.

Para ver todas as fotos vencedoras do concurso, acesse aqui.

A maior parte dos trabalhos foi formada por registros de estrelas, eclipses e aurora boreal, entre outros fenômenos.

A participação, aberta a fotógrafos amadores e profissionais, também se estendeu a jovens com idade abaixo dos 16 anos.

Os trabalhos estão expostos no observatório até fevereiro do ano que vem.
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Giro de estrelas

Em pleno deserto do Atacama do Chile, telescópio do Observatório Europeu capta imagem curiosa de estrelas

Estrelas parecem formar círculos nesta imagem tirada pelo Observatório Europeu Sul, baseado no Chile.

(iG) As estrelas parecem girar em torno do pólo sul nesta imagem tirada por telescópio do Observatório Europeu Sul, baseado no Chile. O céu sobre Paranal fornecer ótimas oportunidades de observação para os astrônomos. No observatório de Cerro Paranal, no Deserto de Atacama do Chile, um dos quatro telescópios do observatóriopode ser visto à direita, realizando sua tarefa noturna de olhar para o céu. O ambiente seco e a altitude de 2600 metros favorecem o trabalho dos astrônomos.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Astrônomo amador tira fotos do espaço com iPhone 4


(Geek / Terra) Os celulares modernos, como o iPhone ou Android, podem ser úteis para vários hobbies. O designer e astrônomo amador Masaki Higuchi demonstrou uma nova maneira de juntar as coisas: usando um pequeno telescópio comprado na internet, ele conseguiu tirar fotos da Lua usando o seu iPhone 4.

Existem adaptadores para câmeras "de verdade" e até algumas específicas para astronomia à venda, mas a disponibilidade da câmera no celular e o baixo custo do conjunto de lentes é uma combinção interessante para quem está começando a explorar os céus. Higuchi atribiu a qualidade da imagem ao novo sensor retroiluminado do iPhone 4 (já que seu telescópio amador não entrega muita luz), mas é possível que outros aparelhos tirem fotos de qualidade, especialmente os mais sofisticados.

O uso dos smartphones para ver estrelas não se limita à câmera. Para orientar a observação astronômica, programas criam mapas do céu automaticamente, de acordo com a posição e até a direção para a qual estão apontadas. O Android, por exemplo, conta com um aplicativo oficial do Google, o Sky Map (google.com/mobile/skymap), cujo funcionamento é simples e inteligente: você aponta o celular para o céu como se fosse tirar uma foto das estrelas, e ele mostra na tela qual é a constelação ou ente celeste que você está vendo. O programa não usa a câmera, mas sensores do celular como GPS, e portanto, funciona mesmo de dia ou sob a neblina, buscando os dados na internet.

Sem o programa do Google como opção, os donos de iPhone que querem olhar as estrelas podem recorrer a outros aplicativos, como o Starmap (www.star-map.fr), que nas versões pagas ajuda até a organizar lunetas e telescópios. Mas a versão gratuita provavelmente já é mais que o bastante para quem estiver usando o próprio telefone como câmera astronômica.

Voltando a Higushi, ele afirma ter usado um telescópio barato (Pencil Borg 175mm f7, que custa cerca de cem dólares dólares) e um visor LV 5mm da Vixen. Com esse conjunto relativamente simples acoplado ao iPhone, seu primeiro teste foi a impressionante foto da lua que ilustra este texto.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Nebulosas NGC6894 e Sh2-132


(AstroPT) Duas excelentes imagens do astrónomo amador português Carlos Gouveia.
A imagem de cima é da Sh2-132; a imagem de baixo é da NGC6894.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

sexta-feira, 23 de julho de 2010

sexta-feira, 2 de julho de 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Lua gelada


(AstroPT) Lua cheia no continente gelado da Antárctica, sobre a montanha chamada Observation Hill.É uma foto da Fundação Americana para a Ciência (National Science Foundation).Pode ser vista, aqui.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Astrofoto: nuvens e estrelas desfilam no topo do vulcão Cotopaxi


Vídeo timelapse (acelerado) feito com diversas imagens estáticas

mostra um verdadeiro desfile celeste acima do Vulcão Cotopaxi, no Equador.



(Apolo11) Elevando-se a 5897 metros de altitude sobre o sul da cidade de Quito, o vulcão Cotopaxi é a segunda maior montanha do Equador. Sua última demonstração de atividade ocorreu em 1975 e devido à beleza e simetria ímpares atrai turistas de todo o mundo. Apesar de não estar em atividade neste momento, Cotopaxi também cativa os visitantes pelo movimento contínuo dos astros que desfilam acima de seu cume.

Na última semana, Cotopaxi recebeu a visita de Stéphane Guisard. O francês logo se encantou pela montanha e imediatamente tratou de arrumar um jeito de fotografar aquela obra da natureza. Mas do seu jeito.

Guisard é engenheiro em óptica e desde 1994 trabalha nesta profissão junto ao telescópio VLT (Very Large Telescope ou Telescópio Muito Grande), localizado no deserto do Atacama, no Chile. Além de especialista em óptica ativa, Guisard também é astrônomo amador e um dos seus maiores passatempos é fazer fotografias do céu.

A sequência de imagens mostrada foi feita durante uma noite de observação e nela o majestoso vulcão parece ganhar vida. Na cena, assim que as nuvens desaparecem o céu é preenchido por estrelas que parecem rotacionar sobre o pico nevado de Cotopaxi. O desfile de conhecidos objetos é constante e podemos identificar facilmente uma faixa da Via Láctea, a nebulosa Saco de Carvão e nosso velho e querido Cruzeiro do Sul.

Além de objetos celestes, o céu também é riscado em todas as direções por satélites artificiais. Digno de nota é o momento em que a visão é interrompida pelas nuvens, que após se dissiparem revela o céu salpicado de estrelas. No final do vídeo um brilhante avião passa sobre o topo do Cotopaxi, deixando uma trilha residual que dura alguns segundos até desaparecer.


O astrofotógrafo Stéphane Guisard em um dos trabalhos de campo, no deserto do Atacama, no Chile. Crédito: Nasa/Youtube/Stéphane Guisard.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Trajetória do Sol em 6 meses

(Gizmodo) Foto tirada por "Mr. Mallon" com uma câmera Pinhole entre os meses de junho e dezembro de 2009.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

Astrofotos: uma Capella no topo do mundo!


Constelação de Auriga vista acima do Monte Everest.


(Apolo11) Todos que moram nas grandes cidades sabem da dificuldade para se observar as estrelas e planetas. Diversos fatores influenciam a chegada da luz até nossos olhos ou instrumentos e mesmo que tenhamos uma noite excepcionalmente limpa, sempre haverá um empecilho natural difícil de superar: a atmosfera terrestre.

Na tentativa de superar esse obstáculo os astrônomos constroem os observatórios nos locais mais altos possíveis, o que permite que a luz proveniente dos mais distantes locais do Universo chegue até os telescópios com a mínima interferência, permitindo o melhor estudo dos objetos celestes. Observatórios nos Andes, Mauna Kea, Mont Wilson estão entre os mais elevados do mundo e não é a toa que produzem imagens de altíssima qualidade.

O turco Babak Tafreshi, um dos mais conhecidos astrofotógrafos do mundo, não tem um observatório particular, mas é um viajante apaixonado pela astronomia e por onde passa não perde a oportunidade de fotografar o céu. E para inveja de seus colegas, costuma sempre retratar o firmamento visto dos mais belos lugares do planeta.

Na imagem mostrada, Tafreshi retratou a brilhante estrela Capella, a Alpha da constelação de Auriga, instantes depois de nascer sobre o Monte Everest, o pico mais alto do mundo, visto à esquerda no fundo da imagem.



Locaização dos elementos. Crédito: Babak Tafreshi/NASA/APOD.


A beleza da composição é marcada pela grande montanha e de seu vizinho Lhotse, intensamente banhados pela luz da Lua e com seus picos quase tocando o céu. Para completar a cena Tafreshi enquadrou o monumento budista Stupa, visto à esquerda da cena junto à principal estrada que leva ao Acampamento Base do Everest. O pequeno ponto luminoso visto na parte inferior do centro da foto é o Monastério de Tengboche, ao longo de uma trilha de quatro mil metros.

Além da cordilheira do Himalaia e de Auriga brilhando intensamente no céu, Tafreshi também teve a sorte de enquadrar a estrela Aldebaran e as Plêiades, observados facilmente na imagem em alta resolução. Aldebaran é a segunda estrela mais brilhante da composição e Plêiades é o aglomerado de estrelas visto na parte superior da foto, na direção de Aldebaran

Sem dúvida, uma bela composição!

sexta-feira, 19 de março de 2010

sexta-feira, 12 de março de 2010

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Foto mostra rastro deixado por satélites em ‘supervia’ em torno da Terra

Existem em atividade cerca de 370 satélites em órbita geoestacionária.
Equipamentos são fundamentais para comunicações e meteorologia.



Satélites em movimento, com a nebulosa de Órion ao fundo (Foto: Babak Tafreshi, TWAN-The Work At Night)


(G1) Para que um satélite fique em órbita geoestacionária, é preciso que esteja a aproximadamente 36 mil quilômetros sobre o nível do mar, cerca de cinco vezes o raio da Terra, e no plano do equador.

Cumprido esse requisito, o objeto segue um período orbital igual ao da rotação da Terra (24 horas) e, portanto, é como se estivesse pairando sobre um mesmo ponto (em relação à Terra).

Existem atualmente mais ou menos 370 satélites geoestacionários na ativa, pois são vitais para comunicações e monitoramento meteorológico.

Em relação ao pano de fundo cósmico, os equipamentos, obviamente, estão se movendo, e bem rápido: cerca de dez vezes mais velozes que um avião comercial. A foto acima mostra o rastro deixado por eles no “anel geoestacionário”, uma espécie de supervia orbital.

Clique aqui para ver a imagem em movimento e saber detalhes sobre como foi captada

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Fotógrafo reúne as mais belas fotos do universo em livro

A nebulosa Rosette, ou NGC 2237, é uma nebulosa de emissão brilhante claramente associada a um aglomerado aberto de estrelas

(The New York Times / Terra) No universo, sempre existe espaço para outra surpresa. Ou mais duas. Ou mais um trilhão. Um exemplo é a nebulosa da Cabeça de Bruxa ¿uma trilha alongada de gases com cor próxima ao púrpura, na constelação Eridanus. Se observamos uma imagem da nebulosa vista de lado, ela se parece realmente com uma bruxa - um queixo pontudo, um chapéu cônico, como que pronta a subir na vassoura e a oferecer uma maçã para a Branca de Neve.

Nos meus 30 anos de cobertura do ramo da astronomia, eu jamais tinha ouvido falar da nebulosa da Cabeça de Bruxa até que encontrei uma linda foto de página dupla que a mostra serpenteando em meio a um firmamento escuro mas pontuado por estrelas brilhantes, no livro "Far Out: A Space-Time Chronicle", um belíssimo guia ilustrado sobre o universo escrito pelo fotógrafo, jornalista e cineasta Michael Benson, evidentemente um veterano da observação espacial.

Na verdade "belíssimo" não faz a menor justiça aos méritos estéticos e literários do livro, publicado no final do ano passado. Vivo em Nova York, e por isso a maior parte do cosmos me é invisível, mas mesmo na época em que morei sob os céus escuros e cristalinamente límpidos dos montes Catskills - que costumam ser extremamente gélidos nessa época do ano - minha visão encontrava limites. Se você não dispuser de um Telescópio Espacial Hubble pessoal, esse livro é o melhor substituto.

Benson pesquisou e obteve imagens dos melhores observatórios mundiais, entre os quais o Hubble, para criar um guia passo a passo sobre o cosmos, começando de nossa galáxia e se expandindo para as regiões mais distantes, inicialmente pelos fantásticos aglomerados galácticos e nebulosas localizados a apenas algumas centenas de anos-luz de distância mas se estendendo também às galáxias primordiais que se apresentam como pontos vermelhos de luz pouco brilhante em meio à muralha do firmamento, a bilhões de anos-luz de distância das estrelas visíveis, e remontando praticamente ao Big Bang.

O resultado é um livro de arte digno da editora Abrams, a responsável por sua publicação. Vemos estrelas aglomeradas como se fossem grãos de areia dourados, o gás expandido em forma de delicados tentáculos azuis, ou aglutinado como nuvens densa de cor vinho, assumindo formas intricadas em meio a galáxias que exibem diversos aglomerados estelares dançando como aranhas pendentes do teto.

Benson reprocessou muitas das imagens, de maneira a que suas cores refletissem de mais perto a realidade física. Por exemplo, na versão da agência espacial americana(Nasa) para o projeto "Pilares da Criação", do Hubble, que mostra faixas de gás e poeira cósmica fervilhando até que se dissipam e revelam novas estrelas na nebulosa da Águia, os "pilares" são marrons e a radiação que os dissipa é verde. Benson transformou a imagem em uma composição em tons de vermelho, que chegam até o vinho, a cor real do hidrogênio ionizado que forma a nebulosa.

O leitor pode passar horas sentado folheando o livro sem jamais se entediar com as cortes, formas e texturas nas quais a criação cósmica se ordena, ou pode ler os eruditos ensaios que acompanham as imagens, já que a prosa de Benson tem qualidade semelhante à das imagens que a cercam, e isso é uma realização impressionante.

"Os espelhos de ampliação de nossos telescópios", ele escreve, "são feitos de materiais formados nos centros do mesmo processo de geração estelar que eles agora registram".

Um conjunto de ensaios relaciona aquilo que estava acontecendo no céu aos acontecimentos na história da Terra. A nebulosa da Cabeça de Bruxa, por exemplo, fica a cerca de 700 anos-luz de distância, o que significa que sua luz fraca, imprecisa, está viajando desde o começo do século 14 para chegar a nós. Entre outras coisas, esse período da história humana é caracterizado pela peste negra, os primeiros indícios do Renascimento na Itália e a criação da dinastia Ming na China.

A nebulosa do Coração, outra nova descoberta, fica em Cassiopeia, bem ao lado da nebulosa da Alma, e a 78,5 mil anos-luz de distância de nosso planeta. As imagens que dela recebemos datam da época em que os primeiros traços de um sistema precedente à escrita surgiram na China e os primeiros vinhos foram criados na Pérsia, e do momento em que o Mar Mediterrâneo rasgou seus limites, em modo bíblico, e causou uma inundação que formou o Mar Negro.

A jornada em direção ao espaço mais distante se encerra com as imagens imprecisas de galáxias quase invisíveis, que vemos mais ou menos na época do Big Bang. Ou será que esse é o começo? Em sua epígrafe para o livro, Benson cita o poeta William Blake: "A eternidade ama as produções do tempo". Bem, o mesmo não pode ser dito sobre todos nós?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

sábado, 2 de janeiro de 2010

Fotógrafos registram belo analema com eclipse sobre a Turquia

Foto: Analema registrado sobre a cidade de Side, na Turquia, entre 2005 e 2006, com destaque para o eclipse total do Sol, ocorrido em 29 de março de 2006. Crédito: Cenk Tezel e Tunç Tezel/Nasa/APOD.
(Apolo11) Fotografar planetas e estrelas não é uma tarefa fácil para os fotógrafos iniciantes. São objetos muito distantes e tênues, que necessitam de longos períodos de exposição e por isso quase sempre aparecem tremidos nas imagens. Entretanto, com um pouco de criatividade e dedicação, diversas fotos podem ser feitas da abóbada celeste e os resultados podem realmente surpreender.

Se da janela do seu quarto você fotografar a mesma paisagem a cada 15 dias sempre no mesmo horário e se nessa cena o Sol estiver incluído, depois de um ano o resultado terá uma sequência imagens muito parecida com a mostrada acima, feita a partir da cidade de Side, na Turquia. A cena revela um interessante padrão em forma de "8", criado pela posição do Sol na abóbada celeste na mesma hora local, durante o ano. Essa bela figura recebe o sugestivo nome de analema.

O padrão do analema é criado pela combinação da inclinação do eixo da Terra com a translação do planeta ao redor do Sol e dependendo da latitude do local e da hora escolhida para as fotos, o "8" pode parecer mais ou menos inclinado. Devido à excentricidade da órbita da Terra, a velocidade de translação ao redor do Sol não é a mesma durante o ano todo, com a Terra se movendo mais rapidamente quando se encontra mais próxima da estrela. O resultado é a assimetria do padrão "8" verificado entre os dois lados da figura criada.

A sequência mostrada foi iniciada a partir de 2005 pelos astrofotógrafos Cenk Tezel e Tunç Tezel, que planejaram cuidadosamente o momento das exposições para que o eclipse total do Sol de 29 de março de 2009 também pudesse ser registrado no analema. Neste dia, os irmãos Tezel também registraram a presença do planeta Vênus, visto no canto inferior direito durante a fase da totalidade do eclipse.

Como vemos, fotografar o céu não é apenas uma questão de equipamento, mas de conhecimento, dedicação e bom gosto!